Muitas empresas ainda tratam inadimplência como evento repentino. Mas, na maioria dos casos, ela é apenas a etapa final de um processo que começou muito antes.
Antes do atraso efetivo, normalmente surgem sinais como mudança de comportamento, queda de previsibilidade, solicitações recorrentes de exceção, compras inconsistentes, aumento de renegociações e dificuldade de comunicação.
O problema é que muitas organizações continuam olhando apenas indicadores tradicionais (score, limite, restritivos e histórico passado). Enquanto isso, o comportamento atual do cliente vai mudando silenciosamente.
Empresas mais maduras estão ampliando a análise para além do cadastro:
- Comportamento operacional;
- Frequência de contato;
- Alteração no padrão de compra;
- Dependência de prazo;
- Exposição consolidada.
A diferença entre uma carteira saudável e uma carteira problemática muitas vezes está no tempo de reação.
Na gestão de risco, antecipação vale mais do que recuperação.
🔗 Fontes:
Serasa Experian; Banco Central; FEBRABAN; IBGE.
