Em períodos de maior disputa comercial, é comum que algumas empresas utilizem o crédito como ferramenta de diferenciação. Alongar prazos, ampliar limites e flexibilizar políticas podem parecer estratégias eficientes para conquistar mercado, mas também aumentam significativamente a exposição ao risco.
A questão central não é se a indústria deve competir. A pergunta correta é: qual o custo dessa competição?
Quando decisões comerciais deixam de considerar comportamento de pagamento, histórico financeiro e exposição consolidada, o crescimento pode ocorrer às custas da rentabilidade futura.
Empresas maduras entendem que política de crédito não deve mudar conforme a pressão por vendas, mas conforme a qualidade das informações disponíveis.
Competitividade sustentável não depende apenas de vender mais. Depende de vender para clientes que tragam resultado ao longo de todo o ciclo comercial.
Preço conquista clientes. Crédito bem concedido preserva empresas.
Fontes: Banco Central do Brasil; Serasa Experian; Deloitte Insights.
